• Anestésico Citocaína 3%
Anestésico Citocaína 3%

Anestésico Citocaína 3%

Embalagem com 50 tubetes de plástico com 1,8ml cada. Solução injetável, Cloridrato de Prilocaína 3% (30 mg/mL) com Felipressina 0,03 Ul/mL.

CRISTÁLIA

Código do produto: 1102906875646

Produto esgotado

Apresentação:

II - INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE


1. INDICAÇÕES
Citocaína® 3% é indicado para a anestesia de infiltração e bloqueio nervoso regional em Odontologia, onde não há
necessidade de isquemia profunda na área injetada.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

A eficácia do cloridrato de prilocaína é equivalente à do cloridrato de lidocaína. Atualmente o cloridrato de lidocaína é o
anestésico local mais utilizado em odontologia na maioria dos países. É usado como padrão de comparação para verificar a
eficácia de todos os novos anestésicos locais. O índice de sucesso absoluto alcançado pela anestesia local dependerá da
técnica realizada, das condições locais e do tecido anestesiado, observando-se que nas técnicas infiltrativas o sucesso é
maior do que nas tronculares. As falhas acontecem em 13% das injeções, sendo que a anestesia do nervo aveolar inferior
perfaz de 45 a 88% dos insucessos relatados (Kaufman et al., 1984; Cohen et al., 1993). Os insucessos estão relacionados
ao não bloqueio de inervação acessória, ansiedade e medo do procedimento pelo paciente, composição da solução
anestésica, volume utilizado, e presença de processo inflamatório na extensão do nervo anestesiado (Malamed, SF, 2013).
Malamed SF. Manual de Anestesia Local. 6a. Ed. Elsevier, 2013
Kaufman E., Weinstein P., Milgrom P. Difficulties in achieving local anesthesia. J Am Dent Assoc 1984; 108-205-8.
Cohen HP, Cha BY, Spanberg LSW. Endodontic anesthesia in mandibular molars: a clinical study. J. Endod 1993:
19:370-3.


3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Os anestésicos locais (AL) impedem a geração e a condução de um impulso nervoso, ocasionando perda da sensibilidade
sem perda de consciência. O mecanismo de ação está baseado na teoria do receptor específico, a qual propõe que os
anestésicos locais atuam através da sua ligação direta a receptores específicos no canal de sódio, bloqueando-os,
ocasionando uma redução ou eliminação da permeabilidade do canal aos íons sódio, interrompendo assim a condução
nervosa (bloqueio nervoso não despolarizante). Os AL produzem uma redução muito pequena, praticamente insignificante
na condutância dos íons potássio. O cloridrato de prilocaína (cloridrato de 2-propilamino-o-propionotoluidina-2) é um AL
do tipo amida, sendo relativamente resistente à hidrólise.

Valor de pKa: Apresenta pKa de 7,9, determinando rápido início da ação do anestésico local (2 a 4 min). A maioria dos
anestésicos locais apresenta pKa superior a 7,4. Quanto maior for o pKa do anestésico local, maior será a porcentagem na
forma ionizada, e, assim, o período de latência para a ocorrência do bloqueio anestésico será mais lento.
Ligação Proteica: Sua ligação proteica é de 55%. Os anestésicos, com alta afinidade proteica, ficam ligados às
membranas nervosas por períodos mais longos, determinando maior duração do bloqueio.
Tempo de meia-vida: O tempo de meia-vida para o cloridrato de prilocaína é de 90 minutos.
Características Farmacocinéticas: Os AL tipo amida atravessam facilmente a barreira hematoencefálica, placenta e
entram no sistema circulatório do feto em desenvolvimento. O local primário da biotransformação dos AL do tipo amida
é o fígado, pela via das amidases hepáticas, sendo a ortotoluidina e N-propilalanina (potencialmente tóxico) os principais
metabólitos. Sua excreção ocorre através dos rins.
Associação a Vasoconstritor: Em Citocaína® 3%, o cloridrato de prilocaína (54 mg/carpule) é associado a felipressina,
um análogo sintético do hormônio antidiurético vasopressina e uma amina não-simpaticomimética, agindo como
estimulante direto da musculatura lisa vascular. A felipressina é utilizada como vasoconstritor em anestésicos locais em
uma concentração de 0,03 UI/mL para diminuir a absorção e aumentar a duração da ação anestésica. Devido à ação
ocitócica da felipressina, o uso de Citocaína® 3% é contraindicado durante a gravidez. Soluções contendo felipressina
não são recomendadas quando é necessária hemostasia, devido ao seu efeito predominante na circulação venosa em
relação a arterial.

4. CONTRAINDICAÇÕES
O uso de Citocaína® 3% é contraindicado nos casos de hipersensibilidade conhecida a AL do tipo amida, felipressina ou
outros componentes da fórmula, como os parabenos, pacientes que apresentem hipertermia maligna (hiperpirexia),
metemoglobinemia idiopática ou congênita, hemoglobinopatias (anemia falciforme), pacientes em uso de paracetamol e
fenacetina ou outros fármacos indutores de metemoglobinemia, insuficiência hepática, pacientes submetidos à diálise renal,
insuficiência cardiovascular significativa e tireotoxicose (hipertireoidismo).
O uso de Citocaína® 3% é contraindicado durante a gravidez devido à ação ocitócica da felipressina. Prilocaína +
felipressina = Classe de risco de gravidez C
Uso de Citocaína® 3% durante a gestação: Não foram realizados estudos em animais nem em mulheres grávidas
sobre o uso deste medicamento. A prescrição deste medicamento depende da avaliação do risco/benefício para o
paciente.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação do risco/benefício.


5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

A segurança e eficácia do AL está ligada diretamente a administração da dose apropriada, uso da técnica correta de
injeção e a aplicação das devidas medidas de precaução e prontidão para ocorrência de emergências, permitindo o
estabelecimento do tratamento adequado para a reversão do quadro. Em vista disso, as condições clínicas do paciente
devem ser avaliadas previamente a intervenção e consideradas na escolha do AL adequado. O profissional deve possuir
equipamento de reanimação, oxigenação e fármacos para uso imediato. O paciente deve ser avisado para ter cuidado para
não traumatizar os lábios, língua, mucosa da bochecha ou palato mole quando estas estruturas forem anestesiadas. A
ingestão de alimentos deve ser adiada até a volta da função e sensibilidade normais.

Uso em crianças: A principal preocupação com pacientes pediátricos é a relativa facilidade de alcançar superdosagem, assim, antes da administração do AL à criança, o dentista deve determinar o peso da criança e calcular a dose máxima.
Aconselha-se selecionar a solução contendo a menor concentração de anestésico e vasoconstritor, usar o mínimo volume
necessário para alcançar a anestesia ideal, e conhecer a solução anestésica empregada. Outro fato a se considerar é a
relação existente entre a prilocaína e o surgimento de metemoglobinemia em indivíduos pressupostos, o que alerta ao não
uso em pacientes anêmicos.

Uso em idosos: Em pacientes idosos, as funções metabólicas, renais e hepáticas encontram-se geralmente diminuídas,
portanto deve-se ter o cuidado de administrar a menor dose suficiente para obtenção do efeito anestésico.
Uso em portadores de disfunções hepáticas e cardiopatas compensados: utilizar pequena quantidade de AL (até 2
carpules). Para pacientes com insuficiência cardiovascular clinicamente significativa (ASA III ou IV), a dose máxima
recomendada é de 0,27 UI (até 5 carpules).

Uso em portadores de doenças renais: Pacientes com insuficiência renal podem apresentar um ligeiro aumento dos
níveis plasmáticos do AL ou seus metabólitos e um aumento no potencial de toxicidade. Para estes pacientes utilizar
menor dose necessária, limitando-se a 2 carpules por sessão.

Uso em pacientes com distúrbios mentais: Relatar aos responsáveis o risco de traumatismos pós-anestesia, observando
atentamente se o paciente não está mordendo lábios, bochechas e língua, nem tampouco consumindo alimentos muito
quentes, que causariam queimaduras extensas.

Carcinogenicidade, mutagenicidade e diminuição da fertilidade: Ainda não foram conduzidos estudos realizados em
animais com o uso de prilocaína para avaliar o potencial carcinogênico e mutagênico ou efeitos sobre a fertilidade.
Categoria de risco na gravidez - C

Uso de Citocaína® 3% durante a gestação: Não foram realizados estudos em animais nem em mulheres grávidas
sobre o uso deste medicamento. A prescrição deste medicamento depende da avaliação do risco/benefício para o
paciente.

O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação do risco/benefício.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Interações do anestésico (prilocaína) com medicamentos:
Medicamentos Efeito
Narcóticos (opioides), ansiolíticos, fenotiazínicos e
anti-histamínicos
Potencializam os efeitos cardiorrespiratórios dos
anestésicos locais
Barbitúricos
Induzem as enzimas hepáticas alterando (aumentando) a
velocidade de metabolização dos anestésicos locais do tipo
amida
Álcool Alteram as funções hepáticas e também a metabolização do
anestésico local
Álcool, depressores do SNC, opioides, antidepressivos,
antipsicóticos, anti-hipertensivos de ação central, antihistamínicos (por via parenteral)
Pode ocorrer o aumento da depressão do SNC e respiratória.
Utilizar com cautela.
Agentes antiarrítmicos Pode ocorrer o aumento da depressão cardíaca. Utilizar com
cautela.
Anticolinesterásicos
Os anestésicos locais podem antagonizar os efeitos dos
anticolinesterásicos sobre a contratilidade muscular. Tratar
os pacientes miastênicos consultando o médico.
Fármacos indutores de metemoglobinemia como:
sulfonamidas, paracetamol, benzocaina, cloroquina,
dapsona, nitratos e nitritos, nitrofurantoína,
nitroglicerina, nitroprussiato, pamaquina, ácido paraamino-salicílico, fenacetina, fenobarbital, fenitoína,
primaquina e quinina
Desenvolvimento de metemoglobinemia

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Conservar à temperatura ambiente de 15 a 25 ºC protegido da luz.
O prazo de validade do Citocaína® 3% é de 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
O Citocaína® 3% apresenta-se como solução límpida e isenta de partículas estranhas, contida em carpule. A qualquer
sinal de alteração de cor do conteúdo do carpule, suspender o uso.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças


8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
Manter os carpules em sua embalagem original até o momento do uso, ao abrigo da luz. Não autoclavar os carpules. Não
mergulhar os carpules em qualquer solução esterilizante. Antes de utilizar o produto, o profissional deve observar se existe
precipitação, partículas em suspensão, turvação e alteração na coloração do produto. Existindo, não utilizar o produto.
Administrar a menor dose necessária para produzir anestesia eficaz, nunca ultrapassando a dose máxima recomendada.
Carregamento da seringa com os carpules: Os seguintes passos deverão ser obedecidos durante o preparo da seringa
tipo carpule clássica:
1. Desinfetar o diafragma de borracha do carpule com uma gaze embebida em álcool isopropílico a 91% ou álcool etílico
a 70%.
2. Carregar a seringa com o carpule, com atenção para seu posicionamento correto.
3. Após o fechamento da seringa, inserir a agulha descartável.
4. A agulha deve penetrar a borracha em posição perpendicular, no centro e equidistante das bordas do lacre. Caso
contrário, podem ocorrer vazamentos.
5. Ao recarregar a seringa, retirar a agulha e repetir os passos seguintes. Caso contrário, poderá entortar a agulha e
resultar em vazamento.
6. Ao iniciar a técnica anestésica local, realizar aspiração prévia, de acordo com a seringa escolhida. Havendo sangue
dentro do carpule, troque o carpule.
7. Injetar lentamente o conteúdo do carpule (mínimo 2 minutos por carpule).
8. Não reutilize o carpule, mesmo que tenha apenas perfurado com a agulha e não utilizado seu conteúdo. O risco de
contaminação do seu conteúdo inviabiliza sua utilização.
Todo material potencialmente contaminado deve ser encaminhado para destruição conforme política local de destinação de
resíduos hospitalares.
Para os aparatos eletrônicos, seguir as especificações do fabricante.